Identificação

Na história dos clubes de futebol sempre há jogadores que se identificam com uma equipe. São aqueles jogadores lembrados toda vez que se falam do clube que ele defendeu. Por exemplo, se alguém fala do Santos, logo associam o clube ao Pelé. Se falam do Botafogo logo lembram do Garrinhcha…

O São Paulo tem em sua história jogadores assim. Para mim que comecei a entender de futebol lá pela metade da década de 80, o jogador que primeiramente vem à minha cabeça é Raí. Quando falam em ídolos do Tricolor, nosso eterno camisa 10 é o primeiro jogador que me vem em mente.

Para os mais novos, sem dúvida nenhuma falar do São Paulo é lembrar de Rogério Ceni. E provavelmente ele será lembrado por muitos anos até que outro jogador com esse perfil apareça pelos lados do Morumbi.

Esses jogadores com identificação estão cada vez mais se extinguindo. Muitos deles querem apenas aparecer para o futebol, jogar uma ou duas temporadas e depois ser transferido para o exterior. Não importa se for pra Rússia, pro Catar, pra Finlândia, pro Pólo Norte ou para Júpter, o importante é arrumar uma vaguinha em um time qualquer para fazer o pé de meia e a famosa “independência financeira”. Se a torcida começa a vai-alo então, aí o jogador usa isso como desculpa e diz que não tem mais clima no clube, que teme pela integridade física e arruma um jeitinho de ir embora.

O engraçado é que passado seis meses esses jogadores querem voltar para o Brasil, dizendo que estão com saudades do país ou então que não se adaptaram aos costumes locais. Não querem saber de cumprir contrato, forçam a barra para voltar pra cá; e quando voltam pedem um salário astronômico, pois agora eles tem o “status” de jogador internacional.

Nesses últimos tempos está acontecendo casos piores ainda. Alguns jogadores não estão nem jogando no profissional e já querem sair dos clubes. Oscar, Diogo e Lucas Piazon estão tentando se desvincular do clube para fazerem o pé de meia longe do Morumbi. Que ingratidão !

O caso de Piazon creio que seja pior ainda. O menino tem só 15 anos e já falam em levá-lo para a Inglaterra. Daqui a pouco teremos garotos de 7 anos jogando no fraldinha e já empresariados por alguém !

Ter jogadores com identificação com a torcida faz muito bem para o atleta, para o clube e para os torcedores. Todo mundo ganha. Pena que eles estão em extinção !

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